sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Acontece - Piano à Tarde

No MAV - Museu de Antropologia do Vale do Paraíba.
A partir das 15h.

Piano à Tarde.
Com as pianistas Raquel Bigareli e Marly Siqueira.


É uma delícia ouvi-las tocar de tudo. Outro dia, de passagem, parei para ouvir a Marly. Estava tocando Beatles. "Eleanor Rigby", se eu não me engano.

O interessante, aliás, é isso. Além de alguns trechos do repertório clássico, também fazem muita música popular, com adaptações para piano.

Ambas trabalham em um projeto também muito rico e interessante para a cidade; o Coral Atívia, difundindo música de primeiríssima qualidade. Sobre isso, muito lindo os arranjos que preparam.

Bem, vale a pena conferir Raquel e Marly em "Piano à Tarde".

Abraços e até o próximo "post".

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Música e Adoração - As "Ave Maria"

Olha o feriadão aí gente!
12 de outubro. Feriado nacional. Dia de Nossa Senhora Aparecida.

Já repararam como a música é utilizada, para o bem, ou para o mal, como instrumento de doutrinação, ou seja, um modo de reforçar uma mensagem cuja finalidade é convencer alguém a fazer/comprar/aceitar, ou não, algo ou alguma coisa. A publicidade o faz muito bem, através de "jingles". Quem não de lembra do famoso "Já é hora de dormir..." , ou de "O tempo passa, o tempo voa..." ? E, para o mal, como nos casos do maravilhoso tema da marca de cigarros Marllboro , ou, principalmente daquele que lançou as bases da pulicidade moderna, Josef Goebbels, ministro da propaganda de Adolf Hitler, valendo-se de marchas triunfais e composições polifônicas e grandeloquentes de Richard Wagner?

Por fim, a música é um dos mais bem usados instrumentos para a doutrinação religiosa que existe. Neste sentido a música é utilizada como reforço da "Palavra", desde o início da história da música. E, certamente, um influenciou o outro, música e religiosidade. Esta parceria doutrinação religiosa X música acontece desde o início da civilização. Já quando o homem começou a proferir suas primeiras preces aos céus, estas, sendo repetidas, ganhando forma de oração, reza, passavam a ter a mesma função daqueles cânticos indus que, hoje, chamamos de mantras.

Já a partir do Renascimento e Barroco, com as bases do cristianismo bem solidificadas e os estados teocráticos mais fortalecidos do que nunca, apesar do apelo humanista da época, a  música produzida era essencialmente sacra. Compositores como Johann Sebastian Bach e padre Antônio Lúcio Vivaldi dedicaram muito de sua obra à devoção religiosa.

Neste momento a música se associa a um dos maiores ícones do cristianismo: Nossa Senhora - a Mãe de Jesus!

São tantas e tão belas, realmente maravilhosas e esplendorosas, as músicas a Ela dedicaddas, que eu nem saberia enumerar as tantas "Ave Maria" feitas até hoje! Mas vou tentar:

A mais famosa, ou uma das, é a "Ave Maria" de Gounod. Na verdade, Gounod foi um composior romântico, mais recente. A sua "Ave Maria" foi construída sobre o Preludio No. 1 em C maior do Livro I de O Cravo Bem Temperado (BWV 846) , de Johann Sebastian Bach, curiosamente com uns 250 anos separando ambos.

Outra "Ave Maria" muito conhecida, é a  "Ave Maria" de Schubert .

E, por todo o mundo católico, fizeram-se várias músicas em louvor à Nossa Senhora. Inclusive no Brasil.

De Jayme Redondo e Vicente Paiva, "Ave Maria dos Pecadores" , cantada por Fafá de Belém ao Papa João Paulo II.

De Evaldo Gouveia e Jair Amorim, "Ave Maria dos Namorados" .

De Roberto Carlos"Nossa Senhora" . Tudo bem, não tem o nome "Ave Maria", mas é música em louvor à Mãe de Jesus!

Finalmente, para eu não passar o feriado todo só relacionando as "Ave Maria" existentes, vou citar a última deste post, que é a "Ave Maria" da grande pianista brasileira Erotildes Campos. Faltaram links, referências tanto para a música quanto para Erotindes Campos. Infelizmente, dei uma vasculhada na internet e não achei nada, mas vou procurar com mais calma.

Bem, é isso aí, pessoal!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Solto a Voz na Estrada

Travessia, de Milton Nascimento. Uma música que marcou época. E é atemporal, ou seja, sempre será um sucesso.
Esta música, para mim, está muito associada à Dalva Esper Nader.
Dalva é cantora lírica, jacareiense. Fez carreira internacional com notável destaque. Sua interpretação em Travessia é magistral. É muito interessante ouvi-la cantar temas populares.
Aliás, por falar em temas populares, qual será o motivo de músicas mais rítmicas, com melodia e harmonia simples, fazerem tanto sucesso? Por que será que a música cantada é muito mais difundida que a música instrumental?
Bem, vamos considerar que estamos no Brasil, um país em desenvolvimento.
Tudo o que se refere à música é caro! E o que a indústria nacional oferece, salvo para instrumentos de corda (violões, viola caipira, cavaquinho e bandolim), não tem uma qualidade muito apreciável.
Agora, vamos pensar no seguinte: qual é o primeiro instrumento musical com o qual temos contato? A voz!
A voz é o instrumento mais democrático que existe, sendo, portanto, acessível a todos que consigam falar. Cantar bem, mal, bonito, feio, afinado, ou não, é outra coisa. Mas cantar, cantarolar, é um atributo que todo ser humano falante é capaz de fazer. Taí o motivo do grande apelo pela música cantada em nosso país.
E quanto ao ritmo? Por que os "reboleixons" da vida são tão pegajosos?
Sempre ouvimos falar que a música é composta por três elementos: o cantor, o violonista e o cara do pandeiro... rsrsrs... Brincadeiras à parte: melodia, harmonia e ritmo. A música brasileira é essencialmente rítmica porque o ritimo é, dos elementos que compõe a música, o mais natural a todo ser humano, aquele que menos requer desenvolvimento e sofisticação.
Por exemplo: nosso coração pulsa em um ritmo próprio, a respiração e o caminhar, também. A fala tem seu ritmo "enjabement" (cavalgamento). O ritmo frenético de um trem, o gotejar dos pingos de uma leve chuva que, fluindo da calha vencida pela ferrugem, vai marcando o compasso de nossos devaneios... (que poético!). Bem, este é o motivo de músicas essencialmente baseadas no ritmo fazerem tanto sucesso. Sem falar no apelo sensual, ou sexual! A maioria desses funks e axés que rolam por aí, só funcionam com aquelas ninfetinhas de chortinho bem curtinho! Só fazem sucesso na feira livre, ou na quitanda, por causa das mulheres frutas.
Isso é um espetáculo visual, embalado por uma música de ritmo quente, mas de melodia e harmonia pobres!
É bem diferente de músicas artisticamente sensuais, com ritmo, melodia, letra e harmonia bem elaborados.
Que delícia uma noite de amor banhada a "Smooth Oparator" (Sade)"Cama e Mesa" (Roberto Carlos) ou qualquer outra música que, na "na carícia de um beijo, terminou no desejo" e lhe venha
à mente, ou melhor, ao coração!
Sei que na travessia de nossa existência, a trilha sonora que nossas vidas vai construindo, vai muito além de uma música rebolante!  

terça-feira, 5 de outubro de 2010

ACONTECE

Clássicos no Museu
Recital de Piano

AIMAR DE NORONHA SANTINHO

Direção Artística: Paulo Abrão Esper

Dia 09/10/2010 - sóabado, às 20h30

MUSEU DE ANTROPOLOGIA DO VALE DO PARAÍBA

Com peças de Schumann, Enrique Granados, Isaac Albeniz, Heitor Vila-Lobos e do "brejeiro" Ernesto Nazareth.

PAULO ABRÃO ESPER

Jacareiense, cantor lírico, diretor da Cia Opera São Paulo, promove em nossa cidade, o concurso internacional de canto lírico "Maria Callas", colocando Jacareí no circuito internacional da música erudita.
Para mim, um dos maiores promotores da música em nossa região, foi sob sua direção junto à Fundação Cultural de Jacarehy, lá pelos idos de 1999, que eu tive o meu primeiro contato com uma orquestra. Na ocasião, veio apresentar-se no Trianon a Orquestra da cidade de Campinas. Sentei-me à primeira fila. Pouco mais de um metro do naipe de violinos. Não me aguentei de emoção e chorei feito criança!
Confesso que essa experiência foi determinante para minhas formação musical.

Bem, aí, saindo do museu, podem apreciar uma boa pizza lá no Choppizz, onde estarei tocando!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

No Ar "Um Cantinho e Você"

UM CANTINHO E VOCÊ
José Maria de Abreu
Jair Amorim
 
Um cantinho e você
uma rede ao luar
uma vela a correr
num pedaço de mar
na paisagem tranquila o sussurro
e um beijo depois
pra nos dois
basta isso somente
e o que a gente não diz
para um quadro feliz
um sorriso um olhar
um aperto de mão
todo um sonho a vibrar
numa linda canção
felicidade afinal
vive do pouco que tem
um cantinho, você
e mais ninguém

JOSÉ MARIA DE ABREU
Jacareiense! Nascido em 07 de fevereiro de 1911. Faleceu no Rio de Janeiro em 11 de maio de 1966.
De família de músicos, cedo começou seus estudos. Aos 11 anos já se arriscava nas primeiras composições, fazendo o hino da escola em que estudava. Espero, um dia, ter essa partitura em mãos!
Entre tantos sucessos, "Um Cantinho e Você", feita em 1948 em parceria com o letrista Jair Amorim, é uma de suas músicas preferidas por mim. Uma linda canção de amor!
Foi gravada, entre outros, por Dick Farney e, recentemente, por Emílio Santiago.
Veja (ouça) no youtube:
Através de outros artigos, calmamente, falaremos mais sobre este grande compositor.